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IBOV sobe 0,51% com YDUQ3, USIM5 e CSNA3; BRKM5 cai em 24/08

25 de ago.
6 min de leitura

Atualizado: 1 de set.

O Ibovespa encerrou a segunda-feira, 24 de agosto de 2026, em alta de 0,51%, aos 171.906,72 pontos. Vale e siderúrgicas sustentaram o índice, enquanto petróleo e tecnologia pressionaram ações no Brasil e no exterior.

Fechamento dos mercados em 24 de agosto de 2026, com gráficos, bolsa brasileira e mercados globais

A sessão oscilou entre 169.330 e 173.109 pontos. A B3 registrou 51 ações em alta, 25 em baixa e duas estáveis na carteira do índice. Movimentos corporativos em educação e siderurgia ajudaram o mercado brasileiro; a queda do petróleo pesou sobre produtoras, e a Braskem caiu após avançar na reestruturação de sua dívida.

Resposta rápida: como fecharam os mercados em 24/08/2026?

  • Ibovespa: 171.906,72 pontos, alta de 0,51%.

  • Small Cap (SMLL): 2.080 pontos, alta de 0,25%.

  • IFIX: 3.677 pontos, queda de 0,11%.

  • ISE B3: 4.056 pontos, alta de 0,32%.

  • Dólar comercial: perto de R$ 5,15; a PTAX de venda foi de R$ 5,1512.

  • Brent: US$ 90,54 por barril, queda de 2,3%.

  • S&P 500: -0,28%; Dow Jones: +0,26%; Nasdaq Composite: -0,76%.

Maiores altas do Ibovespa

YDUQ3: +12,83%, a R$ 8,88

A YDUQ3 liderou o índice depois que a Yduqs confirmou tratativas iniciais para uma possível combinação de negócios com a Afya. A companhia ressaltou que não existe garantia de conclusão. Conversa preliminar não é acordo vinculante, e o preço pode reagir antes de existirem termos definitivos.

USIM5: +8,70%, a R$ 7,12

A USIM5 avançou após notícias sobre discussões envolvendo eventual fechamento de capital da Usiminas pela controladora Ternium. Até o encerramento, a informação disponível não equivalia a uma oferta formal concluída. O movimento também coincidiu com a valorização do minério de ferro e de outras siderúrgicas.

CSNA3: +7,72%, a R$ 5,16

A CSNA3 acompanhou o dia favorável de mineração e siderurgia. Não foi identificado um comunicado corporativo novo que, sozinho, explicasse toda a alta. A ação deve ser lida no contexto do minério mais caro e do movimento setorial.

Siderurgia e mineração são atividades intensivas em energia, emissões e uso de recursos naturais. A valorização de USIM5 e CSNA3 não elimina a necessidade de cobrar redução real de carbono, segurança de estruturas, proteção de trabalhadores e transparência sobre impactos territoriais.

CYRE3: +3,59%, a R$ 23,94

A CYRE3 subiu em uma sessão na qual o índice imobiliário da B3 avançou 0,93%. Não foi localizado um catalisador público específico capaz de explicar isoladamente a alta. O desempenho setorial oferece contexto, mas não prova causalidade para o papel.

SUZB3: +3,00%, a R$ 46,32

A SUZB3 reagiu à elevação da recomendação do Bank of America, de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 66. O banco citou sinais de que o preço da celulose poderia estar perto de um piso, estoques baixos de compradores e melhora das encomendas.

A produção de celulose baseada em grandes áreas de monocultura exige escrutínio sobre água, biodiversidade, uso do solo e relações com comunidades. Certificações e metas corporativas não substituem dados verificáveis sobre os impactos de cada território.

Maiores baixas do Ibovespa

BRKM5: -6,70%, a R$ 4,73

A BRKM5 caiu após a Braskem aprovar pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar aproximadamente US$ 10,9 bilhões em obrigações. A B3 também anunciou a retirada do papel de índices, aumentando a atenção sobre ajustes de fundos passivos.

A crise financeira não pode apagar os passivos sociais e ambientais. Em julho, o Ministério Público Federal voltou a cobrar transparência e avanços nas ações de reparação relacionadas ao afundamento do solo provocado pela exploração de sal-gema em cinco bairros de Maceió. A reestruturação de credores deve preservar a capacidade de reparação e os direitos das comunidades atingidas.

MBRF3: -5,52%, a R$ 18,46

A MBRF3 recuou após o JPMorgan atualizar suas estimativas. O banco manteve visão construtiva e elevou o preço-alvo de R$ 22,50 para R$ 23, mas a revisão não impediu a queda. Não foi identificado um único fato adicional que explique sozinho a intensidade do movimento.

A cadeia de proteína animal precisa ser analisada para além da cotação: rastreabilidade de fornecedores, desmatamento, condições de trabalho e emissões de metano são riscos materiais. Metas ambientais devem ser comparadas com evidências de cadeia livre de conversão de vegetação nativa.

AZZA3: -3,96%, a R$ 14,54

A AZZA3 encerrou entre as maiores baixas sem um comunicado novo capaz de explicar isoladamente a variação até o fechamento. A ausência de catalisador confirmado deve ser registrada em vez de substituída por expressões vagas como “realização de lucros”.

No varejo de moda, crescimento e margem devem ser confrontados com rastreabilidade, remuneração digna e duração das peças. A pressão por ciclos rápidos e preços baixos pode deslocar custos para trabalhadores e para o meio ambiente.

CSAN3: -3,84%, a R$ 3,50

A CSAN3 caiu sem que fosse localizado um fato relevante novo com relação causal suficiente para explicar todo o movimento. O grupo permanece sensível à percepção sobre endividamento e às alternativas envolvendo participações, mas esses fatores são contexto, não uma causa comprovada para a sessão.

BRAV3: -3,45%, a R$ 18,15

A BRAV3 acompanhou a queda do petróleo. O Brent recuou 2,3%, para US$ 90,54, e pressionou produtoras no Brasil. A correlação é coerente com a exposição da empresa ao preço do barril, mas não exclui outros fluxos de mercado.

Empresas de petróleo operam em uma atividade central para a crise climática. A discussão sobre valor precisa incluir emissões absolutas, vazamentos, descomissionamento, impactos costeiros e um plano verificável de transição energética, e não apenas eficiência operacional.

Small caps, fundos imobiliários e sustentabilidade

O índice Small Cap (SMLL) fechou aos 2.080 pontos, com alta de 0,25%. O resultado foi menor que o do Ibovespa e mostra que o avanço não ocorreu com a mesma força entre empresas de menor capitalização.

O IFIX caiu 0,11%, aos 3.677 pontos. Entre seus 106 componentes, 51 subiram, 54 caíram e um ficou estável. O IFIL, índice de fundos imobiliários de maior liquidez, recuou 0,13%.

Nos indicadores socioambientais e de governança da B3, o ISE B3 subiu 0,32%, aos 4.056 pontos; o ICO2 avançou 0,45%, aos 3.047; o IDIVERSA B3 ganhou 0,53%, aos 1.425; e o IGPTW B3 avançou 0,48%, aos 1.250 pontos.

Esses índices usam metodologias específicas de elegibilidade e ponderação. Fazer parte de uma carteira ESG não significa ausência de controvérsias nem certificação moral. É necessário examinar critérios, dados empresariais, fiscalização e impactos reais.

Europa fecha sem direção única

As bolsas europeias terminaram perto da estabilidade. O FTSE 100 britânico avançou aproximadamente 0,35%. O DAX alemão recuou 0,07%, aos 26.118,99 pontos, e o CAC 40 francês caiu 0,37%, aos 8.453,01 pontos. O Stoxx Europe 600 ficou praticamente estável.

Argentina: Merval avança 2,81%

O S&P Merval subiu 2,81%, aos 2.995.129,46 pontos. Grupo Supervielle avançou 8,3% e Banco Macro ganhou 5,4%; Metrogas caiu 1,5% e Ternium recuou 0,8%. O risco-país argentino subiu para 509 pontos-base, lembrando que valorização de ações não significa melhora uniforme das condições financeiras do país.

Estados Unidos: tecnologia pressiona Nasdaq

O S&P 500 caiu 0,28%, aos 7.652,86 pontos. O Dow Jones subiu 0,26%, aos 53.417,16, enquanto o Nasdaq Composite perdeu 0,76%, aos 25.980,19. Nvidia caiu 2,9%, Micron recuou 5,8% e Broadcom perdeu 2,6%.

Investidores aguardam o balanço da Nvidia e o discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh. A concentração dos índices em poucas empresas de tecnologia amplia o impacto de uma única companhia sobre o mercado.

O entusiasmo com inteligência artificial também precisa incluir custos materiais: consumo de energia e água, concentração de poder computacional, trabalho invisível de moderação e riscos de uso militar ou de vigilância. Retorno financeiro não é medida suficiente de benefício social.

Ásia: tecnologia pesa em Coreia e Hong Kong

O Nikkei 225, do Japão, caiu 0,74%, aos 65.528,09 pontos. O Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,89%, aos 25.517,33; o Shanghai Composite perdeu 0,59%, aos 3.882,01; e o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 3,12%, aos 6.696,96 pontos. Na Índia, o Sensex cedeu 0,22%, aos 77.369,11, e o Nifty 50 recuou 0,14%, aos 24.219,05.

A pressão sobre empresas ligadas à cadeia de semicondutores ajuda a explicar as quedas mais fortes em mercados asiáticos expostos ao ciclo de inteligência artificial.

O que o fechamento significa para quem está começando

Um índice positivo não quer dizer que todas as ações subiram. O Ibovespa ganhou 0,51% mesmo com quedas relevantes de Petrobras e Braskem porque Vale, bancos e outros papéis de peso compensaram parte da pressão.

Também é importante separar três camadas: o dado de preço, o fato divulgado e a interpretação. Quando não existe documento ou notícia confiável que explique uma ação, a resposta jornalisticamente correta é reconhecer a ausência de catalisador comprovado.

Glossário

  • Catalisador: notícia ou evento capaz de alterar as expectativas sobre um ativo.

  • Preço-alvo: estimativa de uma instituição de análise; não é garantia de cotação futura nem recomendação automática ao leitor.

  • Pontos-base: unidade equivalente a 0,01 ponto percentual.

  • Fundo passivo: fundo que procura reproduzir um índice e ajusta a carteira quando sua composição muda.

  • Recuperação extrajudicial: negociação de reestruturação com credores submetida à homologação judicial, diferente de uma recuperação judicial convencional.

Fontes consultadas

B3 — Boletim Diário do Mercado e Maiores Oscilações de 24/08/2026; Associated Press — Estados Unidos e contexto global; Bloomberg Línea e Exame — Ibovespa, dólar, petróleo e movimentos corporativos; Money Times — revisão do BofA para a Suzano; InfoMoney/JPMorgan — MBRF; Ministério Público Federal — reparação do caso Braskem; EFE/Infobae — Argentina; CNN Brasil — Europa; Business Standard — Índia.

Esta notícia tem finalidade informativa e educacional e não constitui recomendação de investimento.



Sobre o autor


Pietro Pasqualotti, pesquisador, comunicador e editor da Muthua


Pesquisador, comunicador e editor da Muthua, dedicado a negócios e investimentos de impacto e à construção de informação acessível, crítica, verificável e orientada ao interesse público.


Formação: Mestre em Administração e Negócios, MBA em Marketing, Branding e Growth e bacharel em Relações Públicas.


Temas de cobertura: negócios de impacto, investimentos de impacto, finanças sustentáveis, ESG e clima, políticas públicas e mercados.



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